Apresentação

A ideia de criar um blog me perseguia a tempos. Foi só numa aula de redação que ocorreu o pontapé inicial. Uma proposta de criar um blog e escrever, valendo nota. Atualmente, não estou preocupado ou me importando com a nota. Gostei de bloggar, e farei isso com prazer!
Ivan Koelsch

Mural

Muito bem, gente...
depois de quase um século sem atualizar meu blog voltei com esse mural novo...
Meus foguetes ainda estão lá, firmes e fortes, mas "aposentados até as férias". Comecei a fazer algo bem diferente: Bombas de fumaça! Comprei o ingrediente principal no mercado livre (KNO3) e é bem legal. Minha mãe não me deixou fazer DENTRO de casa, então eu, muito engenhoso, cavei um buraco no chão, com tamanho o suficiente pra caber umas 4 telhas empilhadas. Então eu achei uns tijolos daqueles de churrasqueira, e coloquei-os em volta do buraco. Coloquei areia e umas pedras amarelas em volta. Recentemente eu passei cimento em volta pra não sair fumaça por todos os lados. Até que ficou bom. Achei uma chapa redonda de panela (que se põe embaixo da dita-cuja) e pus em cima do "forninho". Ali eu coloco lenha e faço a bomba!
comecei hoje (dia 31) a fazer pólvora! deu certo até agora...
Ivan

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Décimo quarto trecho


13.  A tropa
    O rio era veloz e turbulento, e foi me arrastando com fúria até umas pedras em uma curva funda. Bati o quadril em uma rocha e senti um calafrio estranho. O sangue se dissolvia na água. Uma cachoeira, de uns dois metros de altura, me tragou para o fundo. No meio da turbulência, bati meu pulso em alguma pedra. Aquilo doeu muito.
    Assim que cheguei à beira, com muito esforço saí do rio. Os soldados não me perseguiram, e eu me acalmei. Assim que me dei conta do que havia feito, comecei a assistir meus pensamentos conflitarem. Por um lado, eu pensava “matei um homem!” mas daí um pensamento se sobrepunha aos outros, ganhando espaço com a ideia de “eles me atacaram primeiro!”. Esse conflito me tomou um bom tempo.  Por fim, decidi parar de pensar naquilo.
    A noite já começava a dominar a paisagem, e tratei de me esconder no alto de uma árvore. Não acendi fogueira para evitar ser visto. Comi uma parca porção de pepinos – logo teria de começar a racionar- e meia barra de cereis. Esperimentei um pedaço de cobra crua, mas cuspi tudo pois era muito ruim. Eu estava tão exausto que dormi logo, mas não sem antes dar um jeito nos meus ferimentos.
    A noite passou rápido, e o dia logo chegou. De cima da árvore ouvi uma voz grave e retumbante, que acabou por me despertar. Espiei por entre os galhos, e lá em baixo avistei uma tropa que se aproximava. Encolhi entre as folhas escondendo-me ainda mais, e esperei a tropa passar.  

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